A DUREZA RURAL RIO-BRANQUENSE E A PROSPERIDADE DE CASTRO

O interior de Rio Branco do Sul, nas regiões do Açungui, Ribeira e Jacaré, apresenta relevo acidentado com morros altos e vales estreitos, dificultando o trabalho rural. A predominância do cultivo manual, o sol forte e o terreno inclinado tornam a produção agrícola e pecuária mais árdua, elevando custos e reduzindo a produtividade. O gado também é afetado pela topografia, resultando em menor ganho de peso e qualidade da carne.

Em contraste, a cerca de 30 km, Castro, na região do Socavão, possui terreno plano e solo fértil, favorável à agricultura e pecuária em grande escala. Conforme dados do IBGE, Castro lidera a produção nacional de leite, com aproximadamente 484 milhões de litros anuais, graças à mecanização, genética avançada e grandes propriedades. Além do leite, o município destaca-se na produção de milho e soja, com mais de 5 mil máquinas agrícolas, enquanto Rio Branco do Sul tem menos de 200.

A diferença na geografia impacta diretamente na capacidade produtiva. Em Castro, a mecanização e o uso tecnológico são amplos, enquanto em Rio Branco do Sul o trabalho é mais manual e limitado pelo terreno. Isso resulta em uma produção muito menor na cidade vizinha, que não figura entre os maiores produtores nacionais. Assim, a disparidade entre os dois municípios decorre essencialmente das condições geográficas, influenciando fortemente o desenvolvimento e a produtividade do agronegócio local.

Fonte: Jornal Expresso