
Após 35 anos de política do filho único, que incluía multas e abortos forçados, a China liberou o direito de ter mais filhos e passou a oferecer incentivos financeiros. Porém, os berçários continuam vazios. A geração atual, com poucos jovens, precisa cuidar de quatro avós e pais, o que consome tempo e dinheiro, dificultando a criação de filhos. A cultura do trabalho intenso, chamada “996” (das 9h às 21h, seis dias por semana), contribui para o cansaço dos jovens, que priorizam a carreira em vez da família. Como consequência, jardins de infância fecham e são transformados em asilos. Esse envelhecimento populacional ameaça o sistema previdenciário e o futuro econômico do país, já que faltam jovens para sustentar os idosos. Diante disso, muitos se perguntam: seria possível ter filhos em um país onde a educação é cara e a jornada de trabalho exaustiva?
Fonte: Jornal Expresso
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